Disputa regulatória no Porto de Chancay: por que OSITRAN e COSCO discordam

Diferentemente dos terminais do Callao (operados pela APM Terminals e DP World sob concessão), o Porto de Chancay não opera sob um contrato de concessão estatal. Foi construído inteiramente em terreno adquirido de forma privada, sem que o Estado peruano tenha cedido infraestrutura ou ativos públicos preexistentes, como ocorre no modelo clássico de concessão.

Por que essa diferença gera controvérsia

A OSITRAN, reguladora peruana de infraestrutura de transporte, argumenta que, embora o investimento seja privado, o porto é de uso público e ocupa 180 hectares do mar peruano — um recurso nacional — devendo, portanto, seguir regras de proteção ao usuário. Já a COSCO Shipping argumenta que, por se tratar de um investimento 100% privado (e não uma concessão estatal), não deveria estar sob a supervisão da OSITRAN.

O que isso significa na prática

  • Em princípio, o porto não enfrentou restrições para definir seus próprios preços de serviço, diferentemente dos operadores do Callao.
  • O debate legal sobre se a OSITRAN pode regular Chancay segue em aberto em 2026, com o regulador avançando seu processo após um relatório do Indecopi sobre condições não competitivas.
  • Essa disputa afeta diretamente a forma como as tarifas portuárias são definidas.

Perguntas frequentes

O Porto de Chancay é uma concessão estatal?
Não, é um investimento privado construído em terreno adquirido de forma privada, sem transferência de ativos estatais.
Por que existe debate sobre a OSITRAN regular o porto?
Porque a OSITRAN considera que, ao usar o mar peruano (um recurso público) para um porto de uso público, deveriam se aplicar regras de proteção ao usuário, mesmo com investimento privado.
Isso significa que o porto não tem nenhuma regulação?
Não necessariamente — o debate é sobre qual tipo de regulação se aplica e quem a exerce, não sobre a ausência total de regras.

Fonte: Canal N / Gestión

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